Estava tudo bem. Estava tudo bem mesmo! Estávamos apenas um pouco cansados devido ao exaustivo dia a que fomos submetidos. Resolvemos nos reunir e, apesar do cansaço, fazer um jantar especial. Permanecemos lá por mais de uma hora. Cozinhamos, conversamos, comemos. E tudo continuava muito bem. O clima então começou a esquentar. Trocamos algumas carícias, alguns beijos... Nada de mais. E de repente começamos a discutir. Nem saberia dizer ao certo o motivo. Mas foi acontecendo, aumentando, e quando percebi, já estávamos discutindo. Então começamos a brigar feio mesmo!
"Já disse que não gosto disso!"
"Por que você insiste em agir dessa maneira?"
"Já chega! Eu vou embora!"
"Não vá! Está tarde; e escuro. Pode ser perigoso!"
"Eu não me importo."
"Por favor.. Vamos conversar! Não faça isso!"
"Vou embora e pronto!" (urrava enquanto terminava de reunir os pertences)
"Então ao menos deixe-me chamar um táxi! Por favor!"
"Tchau!"
E ele só ouviu a porta batendo. Não havia mais nada que pudesse ser feito. Ela agora estava perdida na escuridão daquela cidade vazia.
"Quem ele pensa que é? Abusado! Vou-me embora e não pretendo vê-lo nunca mais!!"
E caminhou por algum tempo, à procura de um táxi que estivesse passando por ali. Não encontrou. Já estava ficando cansada e com medo, pois não havia nem ratos pela rua. Ela estava simplesmente deserta. Até que, então, aproximou-se de uma praça. De longe conseguia enxergar um grupo de jovens reunidos. Escondeu-se então atrás de um muro.
"Será que são bandidos? O que será que fazem na rua a essa hora?"
E não conseguia decidir se saía ou se continuava no esconderijo. Avistou um telefone público, não muito longe. A sorte era que ela tinha um número de algum táxi, na bolsa. Chamou-o e pediu para que viesse depressa. Não quis se identificar, e por isso pediu que a encontra-se em uma esquina perto. Com medo de que aqueles jovem a enxergassem, foi-se para a esquina combinada, esperar o carro. Caminhou de um lado para outro. E cada carro que passava por ali era motivo de pânico e ela logo achava algum lugar para se esconder. Resolveu então ficar parada bem na esquina, pois não sabia por onde o carro vinha, e temeu não ser vista. Esperou por alguns instantes e, de repente, avistou um vulto, um pouco longe, mas era a primeira pessoa que ela via caminhando desde que deixara o namorado. Tentou se esconder, mas era tarde. Ele já havia a enxergado.
"E agora? Ai meu Deus! Que faço?? Por favor táxi, chegue logo!! Logo!!"
Enquanto ela rezava e planejava o que faria caso fosse atacada, o vulto continuava caminhando em direção a ela. E já não era mais um vulto. Já estava em uma parte um pouco mais iluminada. Mas continuava caminhando, calmamente. Quando ele estava chegando na esquina em frente à que ela estava, ela já havia se preparado para correr. E quando ele estava quase a alcançando...
O táxi chegou.
"Ufa!"
Ela estava salva.
Mas com certeza depois dessa noite ela não sairia mais sozinha uma hora daquelas.
20.11.07
"Já disse que não gosto disso!"
"Por que você insiste em agir dessa maneira?"
"Já chega! Eu vou embora!"
"Não vá! Está tarde; e escuro. Pode ser perigoso!"
"Eu não me importo."
"Por favor.. Vamos conversar! Não faça isso!"
"Vou embora e pronto!" (urrava enquanto terminava de reunir os pertences)
"Então ao menos deixe-me chamar um táxi! Por favor!"
"Tchau!"
E ele só ouviu a porta batendo. Não havia mais nada que pudesse ser feito. Ela agora estava perdida na escuridão daquela cidade vazia.
"Quem ele pensa que é? Abusado! Vou-me embora e não pretendo vê-lo nunca mais!!"
E caminhou por algum tempo, à procura de um táxi que estivesse passando por ali. Não encontrou. Já estava ficando cansada e com medo, pois não havia nem ratos pela rua. Ela estava simplesmente deserta. Até que, então, aproximou-se de uma praça. De longe conseguia enxergar um grupo de jovens reunidos. Escondeu-se então atrás de um muro.
"Será que são bandidos? O que será que fazem na rua a essa hora?"
E não conseguia decidir se saía ou se continuava no esconderijo. Avistou um telefone público, não muito longe. A sorte era que ela tinha um número de algum táxi, na bolsa. Chamou-o e pediu para que viesse depressa. Não quis se identificar, e por isso pediu que a encontra-se em uma esquina perto. Com medo de que aqueles jovem a enxergassem, foi-se para a esquina combinada, esperar o carro. Caminhou de um lado para outro. E cada carro que passava por ali era motivo de pânico e ela logo achava algum lugar para se esconder. Resolveu então ficar parada bem na esquina, pois não sabia por onde o carro vinha, e temeu não ser vista. Esperou por alguns instantes e, de repente, avistou um vulto, um pouco longe, mas era a primeira pessoa que ela via caminhando desde que deixara o namorado. Tentou se esconder, mas era tarde. Ele já havia a enxergado.
"E agora? Ai meu Deus! Que faço?? Por favor táxi, chegue logo!! Logo!!"
Enquanto ela rezava e planejava o que faria caso fosse atacada, o vulto continuava caminhando em direção a ela. E já não era mais um vulto. Já estava em uma parte um pouco mais iluminada. Mas continuava caminhando, calmamente. Quando ele estava chegando na esquina em frente à que ela estava, ela já havia se preparado para correr. E quando ele estava quase a alcançando...
O táxi chegou.
"Ufa!"
Ela estava salva.
Mas com certeza depois dessa noite ela não sairia mais sozinha uma hora daquelas.
20.11.07



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