sábado, 8 de dezembro de 2007

Naquela noite...

Estava tudo bem. Estava tudo bem mesmo! Estávamos apenas um pouco cansados devido ao exaustivo dia a que fomos submetidos. Resolvemos nos reunir e, apesar do cansaço, fazer um jantar especial. Permanecemos lá por mais de uma hora. Cozinhamos, conversamos, comemos. E tudo continuava muito bem. O clima então começou a esquentar. Trocamos algumas carícias, alguns beijos... Nada de mais. E de repente começamos a discutir. Nem saberia dizer ao certo o motivo. Mas foi acontecendo, aumentando, e quando percebi, já estávamos discutindo. Então começamos a brigar feio mesmo!
"Já disse que não gosto disso!"
"Por que você insiste em agir dessa maneira?"
"Já chega! Eu vou embora!"
"Não vá! Está tarde; e escuro. Pode ser perigoso!"
"Eu não me importo."
"Por favor.. Vamos conversar! Não faça isso!"
"Vou embora e pronto!" (urrava enquanto terminava de reunir os pertences)
"Então ao menos deixe-me chamar um táxi! Por favor!"
"Tchau!"
E ele só ouviu a porta batendo. Não havia mais nada que pudesse ser feito. Ela agora estava perdida na escuridão daquela cidade vazia.
"Quem ele pensa que é? Abusado! Vou-me embora e não pretendo vê-lo nunca mais!!"
E caminhou por algum tempo, à procura de um táxi que estivesse passando por ali. Não encontrou. Já estava ficando cansada e com medo, pois não havia nem ratos pela rua. Ela estava simplesmente deserta. Até que, então, aproximou-se de uma praça. De longe conseguia enxergar um grupo de jovens reunidos. Escondeu-se então atrás de um muro.
"Será que são bandidos? O que será que fazem na rua a essa hora?"
E não conseguia decidir se saía ou se continuava no esconderijo. Avistou um telefone público, não muito longe. A sorte era que ela tinha um número de algum táxi, na bolsa. Chamou-o e pediu para que viesse depressa. Não quis se identificar, e por isso pediu que a encontra-se em uma esquina perto. Com medo de que aqueles jovem a enxergassem, foi-se para a esquina combinada, esperar o carro. Caminhou de um lado para outro. E cada carro que passava por ali era motivo de pânico e ela logo achava algum lugar para se esconder. Resolveu então ficar parada bem na esquina, pois não sabia por onde o carro vinha, e temeu não ser vista. Esperou por alguns instantes e, de repente, avistou um vulto, um pouco longe, mas era a primeira pessoa que ela via caminhando desde que deixara o namorado. Tentou se esconder, mas era tarde. Ele já havia a enxergado.
"E agora? Ai meu Deus! Que faço?? Por favor táxi, chegue logo!! Logo!!"
Enquanto ela rezava e planejava o que faria caso fosse atacada, o vulto continuava caminhando em direção a ela. E já não era mais um vulto. Já estava em uma parte um pouco mais iluminada. Mas continuava caminhando, calmamente. Quando ele estava chegando na esquina em frente à que ela estava, ela já havia se preparado para correr. E quando ele estava quase a alcançando...
O táxi chegou.
"Ufa!"
Ela estava salva.
Mas com certeza depois dessa noite ela não sairia mais sozinha uma hora daquelas.







20.11.07

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