Mais um ano está chegando ao fim. A cada ano que passa eu tenho a impressão de que o tempo está passando mais depressa. Parece que cada vez tenho menos tempo para tudo. E o tempo que eu tenho, talvez não seja tão bem usado. Às vezes me ocupo tanto com as obrigações que esqueço de dizer às pessoas mais importantes para mim o quanto as amo.
Há alguns anos, fui à festa de aniversário de uma amiga que eu conhecia desde que nasci, acredito. A festa estava linda. Ela estava linda. Então, para registrar aquele momento, tentei reunir ela, alguns amigos e um fotógrafo. Mas foi simplesmente impossível, quando juntava uns, perdia outros. Até que, lembro-me perfeitamente, falei:
"Ah... Deixa pra lá.. Ano que vem nós tiramos a tal foto!"
E ao mesmo tempo pensei:
"Mas e se no ano que vem ela... E se... Bom, e se ela não estiver mais?"
Lembrei-me daquele ditado:
"Nunca deixe para amanhã o que pode ser feito hoje".
Entretanto, falei para mim mesma:
"Deixa de bobagem... Hoje é a festa de 15 anos dela. Ela recém está iniciando a vida. Além do mais.. o que poderia acontecer? Ano que vem..."
E continuei então a participar da festa, que aliás não acabou enquanto não amanheceu. Durante aquela semana, a cidade inteira só falou da festa. E realmente, estava ótima! Mas sabe como é, né? Depois de um tempo o pessoal esquece e logo arranja outro assunto.
Num domingo então, alguns meses depois, estava eu em casa, para variar, fazendo o que todo mundo faz nos domingos: nada. E aparece meu primo então no Messenger:
“Tu nem sabe..”
“O que??”
“Aff.. não sei nem como te contar...”
Aí já me assustei. E foi então que ele me contou que ela havia se envolvido em um acidente de carro.
Fique em estado de choque.
Simplesmente não tive reação alguma.
Senti muito medo.
Com o passar do dia, fomos recebendo notícias do tipo
“Ela já está hospitalizada”
“O estado é grave, mas ela está recebendo tratamento”
E o dia foi passando... E a semana...
Até que chegou o dia fatídico: ela havia falecido.
“Não! Não acredito! Não pode ser verdade! Pelo amor de Deus, alguém faz alguma coisa!!!!”
Todas as minhas lágrimas... De nada haviam adiantado. Todo o esforço de todo mundo, da família, do hospital... Nada adiantou. Ela já não estava mais entre nós e nada mais poderia ser feito quanto a isso.
Chorei.
Chorei muito.
A sensação de não tê-la mais por perto era horrível. E mais horrível ainda foi quando percebi que eu nunca havia dito a ela o quanto eu gostava dela. Pior que isso: lembrei-me que aquela foto que tinha ficado para o “ano que vem” nunca mais terá a chance de ser tirada. Minha amiga tentou me consolar dizendo que “ela sabia... ela sabia...”. Mas não foi o suficiente. Naquele momento eu estava inconsolável. Além de ter perdido uma amiga querida, foi a primeira vez que eu tive que lidar com a morte tão de perto.
Com o tempo então comecei a perceber que isso tudo que aconteceu, todo esse sofrimento, tinha que ter um motivo, um propósito. Passei então a acreditar que ela tinha estado aqui, no nosso mundo, para ensinar algo a todos nós. Coisas diferentes a cada pessoa, mas ainda assim. E o que ela me ensinou foi não só a valorizar mais as pessoas que amo, mas também demonstrar o quanto as amo.
Não basta apenas gostarmos das pessoas. Elas podem não saber disso. Mais importante que amar, é demonstrar esse amor. É deixar clara a importância que certas pessoas têm em nossas vidas.
“Lately I have desperately pondered,
Spent my nights awake and I wonder
What I could have done in another way
Reason will not lead to solution
I will end up lost in confusion
I don't care if you really care
As long as you don't go
So I cry, I pray and I beg"
07.12.07
Há alguns anos, fui à festa de aniversário de uma amiga que eu conhecia desde que nasci, acredito. A festa estava linda. Ela estava linda. Então, para registrar aquele momento, tentei reunir ela, alguns amigos e um fotógrafo. Mas foi simplesmente impossível, quando juntava uns, perdia outros. Até que, lembro-me perfeitamente, falei:
"Ah... Deixa pra lá.. Ano que vem nós tiramos a tal foto!"
E ao mesmo tempo pensei:
"Mas e se no ano que vem ela... E se... Bom, e se ela não estiver mais?"
Lembrei-me daquele ditado:
"Nunca deixe para amanhã o que pode ser feito hoje".
Entretanto, falei para mim mesma:
"Deixa de bobagem... Hoje é a festa de 15 anos dela. Ela recém está iniciando a vida. Além do mais.. o que poderia acontecer? Ano que vem..."
E continuei então a participar da festa, que aliás não acabou enquanto não amanheceu. Durante aquela semana, a cidade inteira só falou da festa. E realmente, estava ótima! Mas sabe como é, né? Depois de um tempo o pessoal esquece e logo arranja outro assunto.
Num domingo então, alguns meses depois, estava eu em casa, para variar, fazendo o que todo mundo faz nos domingos: nada. E aparece meu primo então no Messenger:
“Tu nem sabe..”
“O que??”
“Aff.. não sei nem como te contar...”
Aí já me assustei. E foi então que ele me contou que ela havia se envolvido em um acidente de carro.
Fique em estado de choque.
Simplesmente não tive reação alguma.
Senti muito medo.
Com o passar do dia, fomos recebendo notícias do tipo
“Ela já está hospitalizada”
“O estado é grave, mas ela está recebendo tratamento”
E o dia foi passando... E a semana...
Até que chegou o dia fatídico: ela havia falecido.
“Não! Não acredito! Não pode ser verdade! Pelo amor de Deus, alguém faz alguma coisa!!!!”
Todas as minhas lágrimas... De nada haviam adiantado. Todo o esforço de todo mundo, da família, do hospital... Nada adiantou. Ela já não estava mais entre nós e nada mais poderia ser feito quanto a isso.
Chorei.
Chorei muito.
A sensação de não tê-la mais por perto era horrível. E mais horrível ainda foi quando percebi que eu nunca havia dito a ela o quanto eu gostava dela. Pior que isso: lembrei-me que aquela foto que tinha ficado para o “ano que vem” nunca mais terá a chance de ser tirada. Minha amiga tentou me consolar dizendo que “ela sabia... ela sabia...”. Mas não foi o suficiente. Naquele momento eu estava inconsolável. Além de ter perdido uma amiga querida, foi a primeira vez que eu tive que lidar com a morte tão de perto.
Com o tempo então comecei a perceber que isso tudo que aconteceu, todo esse sofrimento, tinha que ter um motivo, um propósito. Passei então a acreditar que ela tinha estado aqui, no nosso mundo, para ensinar algo a todos nós. Coisas diferentes a cada pessoa, mas ainda assim. E o que ela me ensinou foi não só a valorizar mais as pessoas que amo, mas também demonstrar o quanto as amo.
Não basta apenas gostarmos das pessoas. Elas podem não saber disso. Mais importante que amar, é demonstrar esse amor. É deixar clara a importância que certas pessoas têm em nossas vidas.
“Lately I have desperately pondered,
Spent my nights awake and I wonder
What I could have done in another way
Reason will not lead to solution
I will end up lost in confusion
I don't care if you really care
As long as you don't go
So I cry, I pray and I beg"
07.12.07



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